Educação Financeira e Emoção pela ótica da constelação Familiar / Terapeuta Nelson Karsokas

Creio que podemos iniciar nossa conversa, separando a educação financeira em duas partes: Uma que diz respeito ao planejamento, com elaboração de planilhas de receitas e despesas, por onde possamos ter uma ideia de quanto anda nossa situação financeira. Digamos que é uma parte mais racional. Extremamente importante, pois essas planilhas nos dão uma visão do que devemos fazer em relação ao dinheiro, como estamos com nossos gastos controlados e se estamos planejando financeiramente o nosso futuro. Muitas pessoas tem verdadeiro pavor de planilhar seus gastos e planejar seu futuro. Vivem dizendo que sonham em ter uma casa, ou um carro melhor, fazer um intercâmbio, preparar a aposentadoria, etc. mas efetivamente nada fazem e quando questionadas, a primeira resposta é estou ganhando pouco e não sobra dinheiro para nada. Aqui cabe uma pergunta: será que essas pessoas sabem qual o seu padrão financeiro? Ou o seu EU financeiro? Eu financeiro é aquilo que você efetivamente ganha (liquido por mês). E a partir dai você constrói seus gastos. Não adianta ganhar por exemplo cinco mil por mês e pagar três mil de aluguel em uma casa. Ou ter um carro que lhe dá quase a metade disso de despesas por mês. E as outras despesas? Água, luz, alimentação, condomínio, etc. Escola, escola dos filhos, etc. Isso, sem contar que tem pessoas que saem toda semana para comer fora, viajam para aqui ou para lá e no fim do mês, se assusta com o cartão de crédito. Entra no cheque especial, mesmo com essas novas regras de juros, eles continuam altíssimos e abre mais ainda o rombo no orçamento da pessoa. E o objetivo, ou sonho do carro ou da casa própria, para onde foi? Não foi, pois não consegue sair do lugar. Quando elaboramos um diagnóstico sobre a situação de uma pessoa, percebemos que ela até conhece as suas despesas. Mas as suas despesas fixas e de maior valor. Não se apercebe que o dinheiro escapa de sua mão exatamente naquelas despesas diárias, pequenas, como um cafezinho, uma gorjeta, uma blusa em promoção e que talvez nem precisasse, mas como estava em liquidação, acabou comprando. É exatamente por ai que as pessoas se perdem no seu controle. Agora a outra parte da educação financeira: Em uma entrevista inicial com alguém que está com problemas financeiros, normalmente percebemos que sua situação está ligada à questão de comportamento. Isto é como a pessoa lida com o seu dinheiro. Uma questão extremamente importante, diz respeito ao consumo sem planejamento, ou como costuma-se dizer, as compras ligadas a fatores emocionais. Levantamento feito pelo SPC Serviço de proteção ao crédito, 85% dos entrevistados admitiram fazer compras por impulso e desses, cerca de 43% consumiram motivados por ansiedade, tristeza, angustia, etc. Algumas pessoas dizem que não conseguem se controlar e acabam gastando com coisas que na verdade, nem precisam ou que poderiam deixar para mais tarde. Nesse ponto, vale analisar algumas questões comportamentais: 1.Gastam para se manterem num nível de status maior do que o seu “EU” financeiro permite 2. Por impulso, aproveitando uma promoção. (mesmo que não esteja precisando) 3. Motivados por emoção ou sentimentos. 4. E ainda tem aqueles que por algum motivo que não conseguem definir por que não conseguem lidar com o dinheiro tem desprezo pelo dinheiro e não conseguem poupar ou ficar com ele por algum tempo e procuram se livrar dele o mais depressa possível, consumindo sem necessidade. Esse tipo de pessoa, necessita de uma atenção especial que vai além de uma educação financeira comportamental. Ela age dessa maneira em relação ao dinheiro, motivado por crenças limitantes adquiridas na infância ou juventude ou por lealdade a alguém do sistema familiar, que em outro momento teve uma relação conflituosa com o dinheiro e isso está ressoando nessa pessoa agora, Essa atenção especial se dá através de uma sessão de constelação familiar onde se busca descobrir e tratar o emaranhado sistêmico. A Constelação sistêmica familiar, como o próprio nome diz, trabalharo sistema da família onde a pessoa faz parte. Ela pode estar ressoando padrão de comportamento de um antepassado, que agia da mesma forma que ele está agindo. Ela atua para que isso seja interrompido e a pessoa siga o seu caminho e não o da outra pessoa, que é o que vinha acontecendo. Depois disso, aí sim, seguimos com o trabalho de educação financeira onde se busca corrigir esses desvios de comportamento, permitindo que a pessoa tenha uma vida financeira menos atribulada e mais tranquila, vivendo dentro de sua realidade. Se uma pessoa se encontra constantemente em dificuldades financeiras, isso pode significar que ela não usa sua energia para desenvolver a sua própria vida, que não tem forças suficientes e atenção disponível para seus próprios interesses.

Texto escrito por : Nelson Karsokas


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